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Fotos: Imagem gerada por IA
A Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) reforça as orientações para prevenção da mpox e os cuidados diante de sintomas da doença. Uma nova nota técnica, publicada nesta sexta-feira (6), reúne informações sobre manifestações, formas de transmissão, medidas para reduzir o risco de contágio e o cenário epidemiológico da enfermidade.
A mpox é uma infecção causada pelo vírus MPXV. Os principais sintomas são febre, dor de cabeça, dores no corpo, cansaço e ínguas (aumento dos linfonodos). Os sinais da doença podem evoluir para o aparecimento de manchas, bolhas, feridas ou crostas na pele e nas mucosas, que podem atingir o rosto, as mãos, a boca e as regiões genital e anal. O período entre o contato com o vírus e o início dos sintomas varia de três a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.
O diagnóstico é feito por exame disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Ao identificar lesões na pele ou nas partes íntimas, com ou sem outros sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação”, destaca Ana Cabral, coordenadora de Vigilância Epidemiológica da Sesa.
Prevenção e transmissão
A transmissão ocorre principalmente pelo contato próximo com lesões, feridas, crostas ou secreções de pessoas infectadas. Também pode acontecer durante relações sexuais, pelo compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas e roupas de cama, e pelo contato próximo e prolongado com secreções respiratórias.
Para evitar o contágio, a Sesa recomenda não manter contato direto com lesões de pessoas com suspeita ou confirmação da doença, evitar o compartilhamento de objetos pessoais e reforçar os cuidados de higiene. Pessoas com sintomas suspeitos devem evitar relações sexuais e contato próximo com outras pessoas até receberem avaliação de um profissional de saúde. Caso haja suspeita, é importante manter as lesões cobertas.
Na maioria dos casos, a mpox apresenta evolução leve a moderada, com recuperação em duas a quatro semanas. Por outro lado, pessoas com baixa imunidade, gestantes e crianças pequenas apresentam maior risco de desenvolver formas graves da infecção.
Cenário local
O Ceará registra, em 2026, 40 casos confirmados de mpox em residentes, conforme dados do IntegraSUS, plataforma de transparência da Sesa. Não houve registro de óbitos. Duas pessoas precisaram de internação.
A mpox não é uma doença nova e, desde o primeiro caso no estado em 2022, a Sesa mantém ações permanentes de vigilância epidemiológica, investigação de casos e orientação aos serviços de saúde, visando assegurar o diagnóstico oportuno, a assistência adequada aos pacientes e a implementação das medidas de prevenção recomendadas, além de atuar em parceria com as secretarias municipais de saúde.

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