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Na ONU, Trump ameaça usar força militar para defender interesses dos EUA na América Latina

Na ONU, Trump ameaça novamente usar força militar na América Latina

Presidente dos EUA afirma que poderá recorrer ao poderio militar para defender interesses americanos no Hemisfério Ocidental

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender o uso da força militar na América Latina durante discurso na abertura da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, nesta terça-feira (22), em Nova York.

Em uma fala de cerca de 37 minutos, Trump afirmou que os Estados Unidos não permitirão que, segundo ele, ameaças contra o país avancem no Hemisfério Ocidental. O presidente também disse que Washington poderá utilizar seu poder militar para proteger interesses nacionais considerados vitais.

Trump citou a Venezuela e defendeu a operação militar realizada pelos Estados Unidos contra o país no início deste ano, que resultou na captura do então presidente Nicolás Maduro. O governo norte-americano afirma que a ação teve como objetivo combater ameaças relacionadas ao narcotráfico e à segurança dos EUA.

Durante o discurso, Trump também mencionou acordos relacionados ao setor de petróleo venezuelano. Segundo a Casa Branca, um acordo anunciado em setembro garante ao governo e a empresas dos EUA participação e direitos de governança sobre reservas de petróleo da Venezuela.

Críticas a Cuba e aos cartéis

Trump também voltou a criticar o governo de Cuba e afirmou que a ilha vive sob forte pressão. Durante a fala, a delegação cubana deixou o plenário da ONU em protesto.

Outro ponto abordado pelo presidente norte-americano foi o combate ao narcotráfico. Trump comparou os cartéis de drogas latino-americanos ao Estado Islâmico (ISIS) e defendeu ações militares contra essas organizações.

O presidente também fez críticas ao México, embora tenha afirmado manter uma boa relação com o governo da presidente Claudia Sheinbaum. Trump classificou como inaceitável a situação de violência provocada pelos cartéis e defendeu que o México retome o controle de seu território.

Sheinbaum, por sua vez, tem rejeitado a possibilidade de ações militares dos Estados Unidos em território mexicano e defendido que o combate aos cartéis seja realizado com cooperação entre os dois países, sem intervenção externa.

Lula fala antes de Trump

Antes do discurso de Trump, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da abertura da Assembleia Geral da ONU e destacou a necessidade de respeito à soberania dos países.

Lula afirmou que a América Latina e o Caribe enfrentam pressões por estarem próximos dos Estados Unidos e criticou o que classificou como interferências externas e disputas por zonas de influência.

Em outro momento do discurso, o presidente brasileiro declarou: “O Brasil não cabe no quintal de ninguém”, ao defender a soberania brasileira e a autonomia dos países.

As falas de Lula e Trump ocorreram em um momento de aumento das tensões envolvendo os Estados Unidos e países da América Latina, especialmente Venezuela, Cuba e México.

Escrito por tvprincesavalenews

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